Cabo da Roca — Guardião dos Oceanos

Onde a Europa acaba, começa o Atlântico. Estes vinhos nascem a olhar para ele todos os dias — e devem-lhe alguma coisa.
O que isto quer dizer, na prática
Guardião dos Oceanos não é um selo, nem uma certificação, nem uma percentagem no fim do recibo. É o nome que demos a um conjunto de decisões tomadas no produto, e que se confirmam com a garrafa na mão.
Tirámos a cápsula
Nas garrafas com rolha da gama Guardião dos Oceanos não existe cápsula a envolver o gargalo.
A cápsula convencional tem plástico na composição e é pequena, leve e descartável — as três características de tudo o que acaba no mar. Não a substituímos por outra coisa. Tirámo-la.
Sem cápsula = sem plástico.
Selamos o Reserva à mão
O Cabo da Roca Reserva também não leva cápsula. Leva cera, aplicada garrafa a garrafa, a 80 graus.
Não é a mesma decisão que a da gama Guardião. Ali retirámos plástico. Aqui escolhemos um material único, sem folha metálica, sem PVC e sem bisfenol A, com matérias-primas admitidas para contacto alimentar. É uma decisão de ofício e de material, e é assim que a contamos.
100% vegan desde 2018
Sem colas de origem animal na clarificação dos vinhos. Desde 2018 — sete anos antes de o mercado começar a perguntar.
Um guardião para cada vinho
Cada vinho da gama Guardião dos Oceanos leva no rótulo um desenho feito à mão. Não é o mesmo desenho: cada vinho tem o seu guardião.

Branco — a tartaruga-careta. A mais frequente nas águas portuguesas, e a que mais confunde plástico com comida.

Rosé — o polvo-comum. O mais português dos animais do mar: está na mesa, na economia das lotas e na memória de quem cresceu junto à água.

Tinto — a baleia-de-bossa. Passa ao largo desta costa nas suas migrações. Poucos a vêem; quase todos sabem que lá está.
Não são ilustração decorativa. São três razões pelas quais decidimos tirar plástico de uma garrafa.
Com quem andamos
Sailors for the Sea. Organização sem fins lucrativos com sede nos Estados Unidos e delegações em Tóquio e em Cascais, integrada num dos maiores grupos mundiais de defesa dos oceanos, apoiada pela Oceana. Acompanhamos as acções para que nos desafiam.
E uma nota que preferimos escrever nós, antes que alguém a pergunte:
Não fazemos donativos em dinheiro. Somos um produtor pequeno e não vamos fingir o contrário. O que damos é vinho e presença — nas acções de mar, nas limpezas de praia, nas iniciativas de literacia oceânica. No dia em que houver um donativo, publicamos o valor nesta página.
No terreno
Sunsets na Praia das Maçãs e na Fuseta. Limpezas de praia. Iniciativas de literacia oceânica com quem trabalha o mar todos os dias.
Não organizamos eventos para falar do vinho. Levamos o vinho a eventos que existiriam de qualquer maneira.
Os vinhos
Guardião dos Oceanos — branco, rosé e tinto. As espécies no rótulo, à vista. É o vinho que vai à prateleira e tem de falar sozinho.
Reserva — Arinto, Touriga Nacional, Syrah. O mesmo compromisso, dito em voz baixa. Quem chega aqui já não precisa que lho gritem.






