Cabo da Roca — Guardião dos Oceanos

Hélder Cunha sentado na falésia sobre o Atlântico, perto do Cabo da Roca
A frente atlântica de Lisboa: falésias, brisa salgada e a luz que molda o Cabo da Roca. Hélder Cunha, setembro de 2026.

Onde a Europa acaba, começa o Atlântico. Estes vinhos nascem a olhar para ele todos os dias — e devem-lhe alguma coisa.

O que isto quer dizer, na prática

Guardião dos Oceanos não é um selo, nem uma certificação, nem uma percentagem no fim do recibo. É o nome que demos a um conjunto de decisões tomadas no produto, e que se confirmam com a garrafa na mão.

Tirámos a cápsula

Nas garrafas com rolha da gama Guardião dos Oceanos não existe cápsula a envolver o gargalo.

A cápsula convencional tem plástico na composição e é pequena, leve e descartável — as três características de tudo o que acaba no mar. Não a substituímos por outra coisa. Tirámo-la.

Sem cápsula = sem plástico.

Selamos o Reserva à mão

O Cabo da Roca Reserva também não leva cápsula. Leva cera, aplicada garrafa a garrafa, a 80 graus.

Não é a mesma decisão que a da gama Guardião. Ali retirámos plástico. Aqui escolhemos um material único, sem folha metálica, sem PVC e sem bisfenol A, com matérias-primas admitidas para contacto alimentar. É uma decisão de ofício e de material, e é assim que a contamos.

100% vegan desde 2018

Sem colas de origem animal na clarificação dos vinhos. Desde 2018 — sete anos antes de o mercado começar a perguntar.

Um guardião para cada vinho

Cada vinho da gama Guardião dos Oceanos leva no rótulo um desenho feito à mão. Não é o mesmo desenho: cada vinho tem o seu guardião.

Ilustração à mão da tartaruga-careta, guardiã do Cabo da Roca Guardião dos Oceanos Branco

Branco — a tartaruga-careta. A mais frequente nas águas portuguesas, e a que mais confunde plástico com comida.

Ilustração à mão do polvo-comum, guardião do Cabo da Roca Guardião dos Oceanos Rosé

Rosé — o polvo-comum. O mais português dos animais do mar: está na mesa, na economia das lotas e na memória de quem cresceu junto à água.

Ilustração à mão da baleia-de-bossa, guardiã do Cabo da Roca Guardião dos Oceanos Tinto

Tinto — a baleia-de-bossa. Passa ao largo desta costa nas suas migrações. Poucos a vêem; quase todos sabem que lá está.

Não são ilustração decorativa. São três razões pelas quais decidimos tirar plástico de uma garrafa.

Com quem andamos

Sailors for the Sea. Organização sem fins lucrativos com sede nos Estados Unidos e delegações em Tóquio e em Cascais, integrada num dos maiores grupos mundiais de defesa dos oceanos, apoiada pela Oceana. Acompanhamos as acções para que nos desafiam.

E uma nota que preferimos escrever nós, antes que alguém a pergunte:

Não fazemos donativos em dinheiro. Somos um produtor pequeno e não vamos fingir o contrário. O que damos é vinho e presença — nas acções de mar, nas limpezas de praia, nas iniciativas de literacia oceânica. No dia em que houver um donativo, publicamos o valor nesta página.

No terreno

Sunsets na Praia das Maçãs e na Fuseta. Limpezas de praia. Iniciativas de literacia oceânica com quem trabalha o mar todos os dias.

Não organizamos eventos para falar do vinho. Levamos o vinho a eventos que existiriam de qualquer maneira.

Os vinhos

Guardião dos Oceanos — branco, rosé e tinto. As espécies no rótulo, à vista. É o vinho que vai à prateleira e tem de falar sozinho.

Reserva — Arinto, Touriga Nacional, Syrah. O mesmo compromisso, dito em voz baixa. Quem chega aqui já não precisa que lho gritem.


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