Portie — o Vinho do Porto da casa
O Douro que envelhece. Uma marca inteira para o vinho fortificado, e aqui uma garrafa só: o Vintage.
Vinho do Porto · Douro · Vintage 2010 · cerca de 800 garrafas
Porque é que a marca se chama Portie
Portie é o nome que os americanos dão ao cão de água português.
É um cão de trabalho da costa portuguesa — nasceu no Algarve e espalhou-se por todo o litoral. Andava nos barcos: conduzia o peixe para as redes, ia buscar aparelho perdido, levava recados de embarcação para embarcação e do barco para terra. Um animal que trabalhava dentro de água, ao lado dos homens que dela viviam.
A Casca Wines nasce em Cascais, que é terra de pescadores. E Portie diz, ao mesmo tempo, Porto.
Foi por isso que registámos o nome: porque segura duas coisas ao mesmo tempo — o mar que fez a vila onde a casa nasceu, e o vinho que fez a região onde este se faz. É também por isso que o símbolo da marca junta uma concha e um cão, e à volta deles os sinais do que está dentro da garrafa: o Douro, o Porto, o tempo.
A concha não é decoração. Cascais vem de cascais — os montes de conchas e de cascas das suas praias atlânticas. É a mesma palavra que dá nome à casa.
Uma marca, uma garrafa
A Portie foi criada para ter uma família inteira de vinhos do Porto, feita em parceria com outras casas. No site está apenas uma delas.
O Vintage também nasceu de uma parceria, mas foi o único vinificado de ponta a ponta pelas mãos do enólogo da casa. É por isso que é o único que aqui está: não é a garrafa mais cara da marca por acaso, é a única sobre a qual podemos responder por cada decisão tomada.
Duas colheitas, e mais nenhuma
Existem duas colheitas deste vinho. A de 2010, que está à venda. E a de 2011, que virá quando esta esgotar.
Cerca de 800 garrafas por colheita. Não é escassez encenada nem edição limitada de campanha — é o que deu a uva que foi escolhida para isto, nos dois únicos anos em que se fez.
O que é um Vintage, e porque é diferente do resto
Um Vintage é um Porto de um só ano, e só se declara nos anos em que a colheita o justifica. Não é uma categoria que se produza todos os anos por calendário.
E envelhece ao contrário dos Portos de idade. Um 10, um 20 ou um 40 anos faz a vida dele em madeira, e chega à mesa pronto. O Vintage passa pouco tempo em depósito e vai cedo para a garrafa — o resto do envelhecimento faz-se lá dentro, sem ar e sem madeira, devagar. É por isso que um Vintage se guarda, e é por isso que muda tanto ao longo das décadas.
Como se fez
As melhores uvas de 2010, vindimadas à mão no início de setembro, no xisto do Douro. Esmagadas em lagares de pedra, com pisa a pé — o método antigo, que continua a ser o melhor para extrair cor e tanino sem agredir a grainha.
A meio da fermentação junta-se aguardente vínica, que a interrompe e deixa no vinho o açúcar que ainda não fermentou. É isso que faz um Porto: não é vinho adoçado, é vinho a quem se travou a fermentação a tempo.
20% de álcool. Cor preto-púrpura profundo. Servir a 16–18 ºC.
Guarda: grande potencial de envelhecimento. Um Vintage de 2010 está, em 2026, no princípio da vida.

